o terror é imenso
no momento da escrita.
o começo era colo,
abraços, e carinhos.
não mais.
o terror é imenso
por não haver mais braços.
na sequência os passeios,
o cuidado, e a busca na escola.
não mais.
o terror é imenso
por não haver mais zoológicos.
ainda cedo o café-da-manhã,
o escorregar na barriga, e os desenhos.
não mais.
o terror é imenso
por nunca mais haver pães cortados em forma de dedinhos.
(o terror é imenso,
também,
por ter que descobrir se gosto mesmo de pão escuro, ou se o gosto era apenas pelo amor)
depois o balanço,
a corda-do-tarzan, e as brincadeiras na areia.
não mais.
o terro é imenso
por não haver mais quem alcance as cordas presas no teto.
já criança a exploração da oficina,
o carimbo, e o martelo
....
o terror é tanto, que desisto de escrever
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